Azul
Minha
mãe era a mulher mais bonita do bairro
Ela
passava e a sombra azul dos olhos
Tornava
céu Madureira
A
estação de trem tremia as árvores continham os gemidos
Dos
que ali amontoados se espremiam
Para
ver o olhar em horizonte daquela mulher
Pequenas
avenidas mudavam como festa
O sol
em lustre de cristal brilhava
Enquanto
Cinderela passava
Às
vezes passava a escola de samba também
Bate-bolas
diabos morcegos enfeitados
Para a
alegria eu tinha medo
Tinha
o natal tudo era presente e encontro de felicidade
Tinha
o Natal de carne que controlava o jogo de bichos
Era
rico esse homem
Tinha
um anel no mindinho
Resplandecia
menos que minha mãe
Eu
Era
franzina portava um porta-seios um soutien azul
Na
blusa ligeiramente aberta
Guardava
no peito a chama de ser como ela
Em
azul explodir fulminante corações
Essa
energia tenho escondo
Porque
no espelho respondo
Existe
alguém mais bela?
Para
onde dá esse azul dos teus olhos?
12/V/2013
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